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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

LEUCEMIA

 

As leucemias são cancros das células sanguíneas que afectam, geralmente, os leucócitos (glóbulos brancos) e que têm, na sua maioria, causa desconhecida. Entre os factores de risco estão a exposição à radiação e a outras substâncias químicas e o uso de alguns medicamentos anticancerígenos. Indivíduos portadores de distúrbios genéticos também parecem apresentar uma probabilidade acrescida de desenvolver leucemia. É o caso dos doentes com trissomia 21 (síndrome de Down).

Os leucócitos têm origem nas células-tronco da medula óssea e vão passando por diferentes processos de diferenciação até originarem glóbulos brancos maduros e circulantes. Porém, quando existe uma deficiência no amadurecimento destes precursores podem induzir-se uma desregulada proliferação celular e consequentes alterações cancerígenas. Quando o número das células alteradas aumenta consideravelmente substitui os leucócitos sãos, colonizando toda a medula óssea. A partir daqui migram então, invadindo outros órgãos como o fígado, o baço, os gânglios linfáticos, os rins, o cérebro, ...

Os primeiros sintomas de leucemia são: fraqueza e cansaço, falta de ar, anemia (diminuição glóbulos vermelhos ou eritrócitos), infecção e febre (carência de linfócitos), hemorragia (falta de plaquetas), ...

O diagnóstico é confirmado através da contagem de células sanguíneas - eritrócitos e plaquetas sanguíneas diminuídos - e da observação microscópica do sangue periférico (aparecem os leucócitos imaturos). A biópsia de medula ósse é geralmente utilizada para determinar o tipo de leucemia.

Existem quatro tipos principais de leucemias, que variam consoante a sua velocidade de evolução (aguda/crónica) e os leucócitos afectados (linfocítica/mielocítica):

 

 

Leucemia Linfocítica Aguda (ou Linfoblástica):

- afecta os linfócitos (células B e T responsáveis pela imunidade adaptativa) e é de progressão rápida

- é o cancro mais frequente nas crianças

- potencialmente letal

- geralmente manifesta-se entre os 3 e 5 anos de idade (mas pode surgir em adolescentes e adultos)

- com a quimioterapia destroem-se as células malignas de forma a que a medula óssea volte a produzir as suas próprias células saudáveis

- em 90% dos casos o primeiro ciclo de quimioterapia leva à remissão da leucemia (controlo da doença)

- à medida que aumenta a idade do paciente, o seu prognóstico torna-se menos favorável

- o transplante de medula óssea é uma alternativa para os casos mais complicados, mas é necessário encontrar um dador compatível (tipo HLA)

 

Leucemia Mielóide Aguda (ou Mielocítica):

- afecta os mielócitos (precursores dos granulócitos - neutrófilos, basófilos e eosinófilos) e caracteriza-se por uma evolução rápida

- potencialmente letal

- afecta indivíduos de todas as idades, particularmente adultos

- a radiação e quimioterapia (contra outros cancros) aumenta a probabilidade de desenvolver este tipo de leucemia

- entre 50 e 80% dos pacientes responde positivamente ao tratamento

- o transplante de medula óssea aumenta as possibilidades de sucesso em 20 a 40%

- este tipo de leucemia responde menos a medicamentos do que os outros

- com o tratamento diminuem inicialmente os granulócitos e, assim, aumenta a susceptibilidade a infecções

 

Leucemia Linfocítica Crónica:

- de progressão lenta, afecta os linfócitos

- assintomática nos estágios iniciais

- caracteriza-se por um aumento dos gânglios linfáticos (aumento do número de linfócitos maduros cancerígenos)

- 3/4 dos portadores deste tipo de leucemia tem mais de 60 anos

- o sexo masculino é mais afectado

- ocorre hepatoesplenomegália (aumento do fígado e baço) por acumulação de linfócitos

- o sistema imunitário está muito fragilizado e podem surgir respostas auto-imunes (contra tecidos sãos do próprio corpo) - ex: artrite reumatóide

- dentro desta podem ainda existir tipos, consoante as células comprometidas: leucemia de células B (é a mais frequente), leucemia de células T, síndrome de Sézary, tricoleucemia

- entre os sintomas podem surgir ainda perda de peso e falta de apetite

- grande tendência à formação de hematomas

- nos estádios mais avançados tornam-se frequentes as infecções bacterianas, virais e micóticas

- maior propensão à contracção de outros cancros

- durante muitos anos a pessoa pode não necessitar de tratamento (devido à evolução lenta da doença e por estágios)

- a fase acelerada é denominada crise blástica

- tratamento: transfusões de sangue e/ou plaquetas, injecções de eritropoietina, antibióticos (infecções), radioterapia

 

Leucemia Mielóide Crónica:

- afecta os mielócitos e tem uma evolução lenta

- assintomática nas fases iniciais

- aumento dos granulócitos alterados

- afecta pessoas de todas as idades, sendo rara em crianças com menos de 10 anos

- encontram-se células alteradas, tanto maduras, como imaturas (ao contrário da leucemia aguda)

- substituição progressiva da medula óssea normal por tecido fibroso

- anemia, trombocitopénia (diminuição plaquetas), aumento da proporção de leucócitos imaturos (leucoblastos)

- aparecimento de cloromas (tumores de granulócitos de rápida reprodução) na pele, ossos, cérebro e gânglios linfáticos

- palidez, febre, hematomas, hemorragias

- 20 a 30% dos doentes morrem nos dois anos posteriores ao diagnóstico

- a fase acelerada ou crise blástica é frequentemente letal

- a única hipótese de recuperação total é o transplante de medula óssea (particularmente eficaz nos estágios mais precoces)

- também é recomendada a radioterapia do baço ou mesmo uma esplenectomia (remoção cirúrgica)

 

 

Por fim, fica a mensagem: Salve uma Vida! Torne-se dador de medula óssea num dos vários centros do CEDACE!

 

Prometo em breve dedicar um post à forma como esta inscrição pode ser feita e aos métodos através dos quais é feito este transplante, para desmistificar algumas ideias erradas e desfazer eventuais medos.

 

Para saber mais:

http://www.apll.org/ (Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas)

http://www.apcl.pt/ (Associação Portuguesa contra a Leucemia)

publicado por Dreamfinder às 20:50

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Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA

Como em tantos outros casos semelhantes, a história da pequena menina de Mirandela é comovedora. Desde os 45 dias de vida, que Andreia faz quimioterapia devido ao diagnóstico de um tumor (histiocitoce com atingimento intestinal, cutâneo e medular). Tem agora 11 meses e precisa de um transplante de medula óssea para poder fazer face à sua doença e nenhuma dos familiares próximos é compatível.

Uma enorme onda de solidariedade levou cerca de 2000 pessoas ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Mirandela para fazer a recolha de sangue, que consistia em duas colheitas, uma destinada a tirar a identidade através do HLA e outra para despiste dos vírus VIH e da Hepatite B.

Só depois disto poderá ser seleccionado um dador e convocado para que se possa proceder á recolha de células da medula óssea do dador que são depois recebidas pelo doente por via endovenosa (transfusão). Estas células migram no sangue do paciente para se fixarem na medula óssea e multiplicarem para suprir as necessidades fisiológicas no organismo. Outro caso é o da pequena Ana Lúcia de Mafra, com 13 anos e vítima de leucemia. O diagnóstico foi confirmado aos 8 anos e agora, que parecia ter vencido a sua doença, esta voltou a manifestar-se de forma traiçoeira.

A leucemia é uma doença neoplásica aguda ou crónica caracterizada pela proliferação anormal e intensa dos leucócitos e das suas células de origem na medula óssea.

Também a Ana Lúcia precisa de um dador de medula óssea compatível para poder continuar a sorrir. Neste sentido irá ocorrer uma recolha de sangue para testes de compatibilidade no próximo dia 20 deste mês.

Calcula-se que cerca de 80% dos doentes tenham pelo menos um potencial dador compatível, número que aumentou muito após um esforço mundial no sentido de angariar dadores. Esperemos que estas duas meninas, e todos os outros casos pelo país fora, tenham sorte…

 

“Corria para a frente, na noite, no dorso de um cavalo enlouquecido, que me arrastava para nenhum lugar. Não havia pontos de referência na paisagem, cavalgávamos à desfilada, depressa, cada vez mais depressa, e no entanto sem avançar no espaço. Não sabia onde estava e recordava-me só vagamente do meu nome. Mas não esquecera o teu.

Nem o facto de que estavas morto.”

Teolinda Gersão,

no conto “Cavalos Nocturnos”

in A mulher que prendeu a chuva e outras histórias

 

publicado por Dreamfinder às 23:06

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